Quando lhe falta a inspiração,
falta o ar que enche os pulmões,
o sol que clareava todas as manhãs, os dias inteiros e até as noites.
Falta o parafuso que sempre lhe faltou.
Fica tudo sem cor, com dor, condor.
Todas as cores – e coisas – se misturam ou se perdem entre os pensamentos cheios de vazios e os espaços em branco e preto.
Até a falta faz falta.
Mas lhe sobra muito.